Última alteração: 2025-06-17
Resumo
A Organização do Conhecimento (OC), desempenhou um papel fundamental na estruturação e disseminação da informação em diversos contextos. Com o avanço da Inteligência Artificial Generativa (IAG), novos desafios éticos emergiram, especialmente, no que se referiu à representação de grupos sociais historicamente marginalizados, como as mulheres empreendedoras. Este trabalho investigou como a IAG influenciou os processos de OC, e quais foram as implicações éticas de sua aplicação em sistemas de organização do conhecimento, utilizados em bibliotecas, arquivos, bases de dados e plataformas digitais. O estudo se inseriu no contexto da investigação transdisciplinar cultura, espaço e memória, promovendo a reflexão teórica e a análise crítica das práticas desenvolvidas em diferentes ambientes informacionais. A metodologia adotada combinou pesquisa bibliográfica e análise de sistemas de OC, que utilizaram IAG, buscando identificar padrões, limitações e potencialidades da tecnologia no apoio à representação do conhecimento feminino e ao empreendedorismo das mulheres. A problemática central do estudo residiu na discussão sobre os desafios éticos e epistemológicos da aplicação da IAG na OC, considerando a necessidade de garantir representatividade, equidade e justiça informacional. Questionou-se, até que ponto os algoritmos e as bases de dados refletiram viés inconscientes, reforçando desigualdades e invisibilizando determinados grupos sociais. Os resultados apontaram para a necessidade de regulação e aprimoramento das práticas de OC, mediadas por IAG, a fim de garantir transparência nos processos de geração e classificação do conhecimento. Observou-se, que as iniciativas voltadas à inclusão do empreendedorismo feminino ainda eram incipientes, exigindo maior engajamento das instituições de pesquisa, bibliotecas e plataformas digitais na construção de sistemas que promovessem a diversidade e a representação equitativa do conhecimento. Concluiu-se, que a Organização do Conhecimento, à medida que amplia abordagens filosóficas, psicológicas e semânticas, impulsiona estruturações em sistemas mais equitativos de espaços, serviços e informações. A IAG, quando aplicada com responsabilidade ética e compromisso social, poderia se tornar uma ferramenta poderosa na promoção do empreendedorismo feminino e na ampliação das vozes tradicionalmente marginalizadas, visando processos de construção do conhecimento.
Palavras-chave: Organização do Conhecimento; Inteligência Artificial Generativa; Empreendedorismo Feminino.