Faculdade de Letras da Universidade do Porto - OCS, VII Congresso ISKO Espanha e Portugal / XVII Congresso ISKO Espanha

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A Produção Científica Portuguesa sobre (Sistemas de) Organização do Conhecimento no âmbito da ISKO
Luis Corujo, Jorge Revez, Carlos Guardado da Silva, Laureano Ascensão de Macedo

Última alteração: 2025-06-17

Resumo


A Produção Científica Portuguesa sobre (Sistemas de) Organização do Conhecimento no âmbito da ISKO Resumo: Pretende-se aferir as principais tendências no que respeita aos assuntos abordados pelos membros da ISKO residentes em Portugal, tendo como foco os aspetos que implícita ou explicitamente remetem para as questões dedicadas aos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC). Atualiza-se e dá-se continuidade ao estudo desenvolvido sobre os Investigadores portugueses e a sua produção científica no âmbito da ISKO. Numa abordagem qualitativa apoiada na Investigação Documental, amplia-se o retrato emanado do universo português no âmbito da investigação ligada à Organização do Conhecimento, com foco nos SOC, centrada na ISKO. Perceciona-se que os assuntos abordados se subordinam a aspetos que remetem para as questões dedicadas nos âmbitos dos SOC, à Representação da Informação, à Gestão do Conhecimento e Tecnologias para a Organização do Conhecimento, à Organização do Conhecimento, e à Investigação e Competências.Palavras-chave: Sistemas de Organização de Conhecimento, ISKO, Investigação científica; PortugalINTRODUÇÃONeste estudo, pretende-se aferir as principais tendências no que respeita aos tópicos de investigação desenvolvidos pelos distintos membros da ISKO residentes em Portugal, tendo como foco os Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC). Atualiza-se e dá-se continuidade ao estudo desenvolvido sobre os Investigadores portugueses e a sua produção científica no âmbito da ISKO (autor & autor, ano).Os SOC são itens funcionais concebidos para organizar o Conhecimento e a Informação e tornar a sua gestão e recuperação mais fácil (Mazzocchi, 2018), destinados a abranger todos os tipos de esquemas para organizar a informação e promover a gestão do conhecimento (Hodge, 2000). De outra forma, tratam-se de esquemas que modelam uma estrutura (ou seja, elementos e relações mútuas) de um conjunto organizado de conhecimentos (Bratková & Kucerová, 2014, p. 8). Perceciona-se que a finalidade dos SOC é facilitar a disseminação, a localização, o acesso, a recuperação, a interpretação, a compreensão e a utilização do Conhecimento por parte dos utilizadores, considerando sempre a existência de públicos diversos, comunidades de interesse variadas, com diferentes competências, habilitações e literacias.No âmbito da Organização do Conhecimento (OC), e partindo de uma perspetiva diacrónica, Zeng (2008) apresenta uma taxonomia de SOC categorizando listas de termos, modelos do tipo metainformação, classificação e categorização, e modelos de relação, investigando exaustivamente as estruturas e as funções dos SOC comuns. Para esta autora, dado o ambiente em rede, os SOC têm de se tornar compreensíveis pelas máquinas. Também observa que os SOC em ambiente em rede herdam a maioria das estruturas que o mundo tem testemunhado pelo menos no último século. Mas tal não significa que os SOC em rede sejam uma simples repetição do passado, pois perceciona a formação de novas estruturas semânticas que funcionarão com um impacto muito maior do que o imaginado (Zeng, 2008).López-Huertas (2008), ao explorar diversas abordagens da investigação sobre OC em ambientes organizacionais e orientados para o trabalho, defende que o ambiente Web trouxe para o centro de cena a OC em domínios interdisciplinares e transdisciplinares, pelo que considera ser necessário estudar cada disciplina dentro do domínio para construir SOC eficazes (López-Huertas, 2008).Hjørland (2016) elucida que os estudos acerca da natureza e da qualidade dos SOC (mas também dos processos de organização de conhecimento (POC)) usados para organizar documentos e criar representações, atividades e conceitos documentais estão essencialmente ligado aos aspetos teóricos relativos à informação, identificando-os dentro de uma perspetiva de OC em termos estritos, relacionado com as atividades de descrição, indexação e classificação. Afirma que qualquer SOC tem uma tendência para alguma posição filosófica, e propõe que a chave seja mediar diferentes pontos de vista e desenvolver o sistema de acordo com os objetivos e os valores dos utilizadores a que o sistema se destina (Hjørland, 2016).Nesta linha, autores como Felipe e Pinho (2017) e Smiraglia (2016) perspetivam o impacto da OC como o domínio em que a ordem do Conhecimento é o fulcro para a investigação científica e a aplicação primária no desenvolvimento de SOC, tendo como fim a sistematização desse Conhecimento, registado / representado em qualquer suporte para melhorar a sua recuperação, com expressão na disseminação de produtos que permitam aos utilizadores usufruir do Conhecimento descoberto.Gnoli (2020) integra, no somatório das questões de investigação no domínio da OC, a problemática de como é que os SOC podem representar as diferentes dimensões; como é que se pode respeitar a garantia de pontos de vista; como adaptar-se às necessidades das coleções locais; como lidar com as mudanças no Conhecimento; como é que o software e os formatos podem ser melhorados para melhor servir as necessidades; quem deve fazer a OC: profissionais da informação, autores ou leitores (Gnoli, 2020).METODOLOGIAConsiderando a prevalência da abordagem qualitativa, recorre-se a procedimentos delineados pela Investigação Documental (autor, ano), e que incide na revisão ou avaliação de material documental que pode ter informação registada de tipo textual ou gráfico sem a intervenção do investigador, que recorre ao exame e à interpretação dos dados, com o fim de extrair significado, ganhar compreensão e desenvolver conhecimento empírico. Esse procedimento analítico implica a identificação, a seleção, a interpretação e a síntese de dados contidos em documentos. Tal análise faz emergir dados – excertos, citações ou passagens inteiras – que são organizados em temas principais, categorias e exemplos de casos especificamente por meio de análise de conteúdo ((autor & autor, ano).Em sede de delimitação do universo de análise, pretende-se efetuar a verificação da lista de membros portugueses do capítulo ibérico da ISKO de dezembro de 2022 - data limite dos dados referentes à comunicação anterior (autor & autor, ano) - e a atualização dos dados dessa lista, com vista à identificação dos autores que são membros ISKO residentes em Portugal, que publicam em conferências e revistas desta entidade, e qual a sua produção científica relativamente à amostra de textos definida.A partir desta lista, procuram-se artigos publicados pelos associados identificados em três fontes: na revista oficial da ISKO - Knowledge Organization (ISSN 0943-7444); nos Proceedings dos congressos internacionais da ISKO; e nas atas dos congressos do capítulo ibérico.Na altura da produção deste resumo alargado, foram recolhidos e analisados os dados até ao ano 2023, pretendendo-se, até à apresentação da comunicação, efetuar a recolha análise dos dados até 2025.Seguindo o desenvolvimento da análise em três fases, opera-se uma Análise de Conteúdo (Bardin, 2011), recorrendo-se à codificação aberta, denominação motivada pelo facto de os códigos criados nesta etapa serem abertos, abundantes e sem uma determinação prévia. Dá-se também continuidade à análise e à codificação dos elementos pré-textuais que permitem dar enquadramento à produção científica, nomeadamente os autores com maior número de textos, as instituições a que estão afiliados, as relações de investigação e autoria, distribuição cronológica de publicação, para além do percurso académico e profissional dos associados da ISKO residentes em Portugal com autoria na amostra de artigos em apreço.A fase seguinte consiste na codificação axial, em que os códigos criados tendem para a descoberta de um conjunto de categorias que se constituem em eixos principais, representativos das questões fundamentais. Num segundo momento de abstração, e a partir dos códigos anteriormente criados, foi feita uma nova redução, ao reuni-los por famílias ou categorias (de códigos). Estas famílias/categorias são também códigos, que reduzem, porque agrupam, no âmbito de um processo de análise, os códigos anteriormente criados. Na terceira fase, conduziu-se a codificação seletiva tendo em vista a integração teórica. Tal tem permitido identificar as temáticas abordadas pelos autores dos textos da amostra, com o foco nos SOC.Para efeitos de validação, reitera-se que esta codificação e categorização tem-se desenvolvido com recurso aos textos da amostra, sendo suportada pela análise e interpretação feita pelos autores deste estudo. Tal significa que a análise de outra amostra de textos, ou mesmo a interpretação dos textos selecionados nesta investigação, mas feita por outros investigadores, pode dar origem a outras propostas de categorização e perceções diferentes das que aqui se apresentam.RESULTADOSOs resultados já obtidos permitiram percecionar os principais autores e o seu contexto, as afiliações, as redes de autoria, e a distribuição cronológica das publicações (autor & autor, ano)A segunda fase consiste na Análise de Conteúdo (Bardin, 2011) dos textos da amostra, com recurso à sua codificação, seguida de um segundo momento de abstração, em que se opera uma redução dos códigos, com vista a encontrar as principais categorias que, ao longo deste processo analítico, se percecionam como os eixos representativos dos assuntos mais abordados nas publicações analisadas. Neste momento, já se desenvolveu a análise dos textos da amostra utilizada na comunicação anterior (autor & autor, ano). Tal permite já apresentar os códigos por Dimensão e Conjunto por Dimensões (Tabela 1). Assim, verifica-se a existência de quatro grandes eixos, cada uma integrando outras dimensões.Tabela 1 – CódigosConjuntos e Dimensões Número de CódigosRepresentação da Informação /do Conhecimento 26Geral 6Descrição e Representação da Informação 3Ontologias e Vocabulários Controlados 7Indexação 10Gestão do Conhecimento e Tecnologias para a Organização do Conhecimento 22Gestão de Conhecimento 5Tecnologias e Instrumentos de Gestão e Acesso 17Organização do Conhecimento 15Geral 1Classificação 8Classificação por Facetas 6Investigação e Competências /em Organização do Conhecimento 11Investigação em Organização do Conhecimento 5Pesquisa sobre Análise de Domínio 2Competências, Ensino e Aprendizagem 4Total 74FONTE: Elaboração Própria (2023)A análise permite interpretar um maior peso relativo à Representação da Informação/do Conhecimento, seguido de outro conjunto que se prende com a Gestão do Conhecimento e Tecnologias para a Organização do Conhecimento. Em seguida, transparece o eixo da Organização da do Conhecimento e, por último, o conjunto relativo à Investigação e Competências.Com a estabilização dos eixos e respetivas categorias percecionadas, procede-se, na fase seguinte, à codificação seletiva dos textos completos, para desenvolver a integração teórica.Representação da Informação /do ConhecimentoNo eixo da Representação da Informação, identificaram-se quatro dimensões específicas: as linhas gerais, a Descrição e Representação da Informação, as Ontologias e Vocabulários Controlados, e a Indexação. As questões abordadas pelos autores nos textos analisados vão ser apresentadas nos próximos parágrafos.Assim, em linhas gerais, Borges et al. (2013, p. 879) apresentam o resumo estruturado enquanto recurso na disseminação da produção científica da área da Saúde, examinam-se os principais documentos que orientam a sua elaboração e verifica-se a coincidência entre o discurso e a prática deste tipo de resumo na área analisada. Para as autoras, os resumos estruturados são de elevada importância para disseminação do conhecimento científico, uma vez que mantêm os investigadores e outros utilizadores dos artigos científicos em contacto com os avanços dos seus campos de interesse, permitindo-lhes avaliar sobre a pertinência para a leitura e a investigação, facilitar a sua recuperação e ainda para as questões da arbitragem científica. Apesar disso, a investigação das autoras revela a necessidade de se zelar melhor pela inclusão e aplicação do resumo estruturado nos manuscritos submetidos em revistas científicas. Ainda sobre este tema, Leitão e Simões (2017, p. 825), defendem o contributo do resumo para o acesso equitativo à informação e ao conhecimento, uma vez que contém “a informação condensada e organizada numa macroestrutura”. Isto traz ganhos em termos de tempo e recursos financeiros, sendo que os aspetos da terminologia e do idioma também concorrem para o fomento da participação ativa da Sociedade no desenvolvimento científico, através de processos de atualização, divulgação, consumo e produção da Ciência.Ainda nesta dimensão, surge a menção da relevância e uso da Filosofia da Linguagem Pragmática (FLP) do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951) na abordagem da representação social das memórias coletivas, principalmente no âmbito da investigação da Ciência da Informação em português (Gracioso et al., 2019, p. 873). Tal permite perceber como a FLP “contribui para a reflexão, construção de recursos e instrumentos de tratamento e mediação da informação”, uma vez que “oferece subsídios teóricos relevantes para a construção reflexiva e desenvolvimento de um conjunto de práticas que concatenem cada vez mais a natureza coletiva de construção de saberes e memórias, aos ambientes e sistemas voltados a organização do conhecimento” (Gracioso et al., 2019, p. 880).Também os Arquivos de História Oral trazem aportes para a construção das memórias e das entidades sociais, revelando Freitas (2019) que estas instituições recorrem a estratégias de organização e de representação da informação semelhantes, no respeito pelas regras do direito de acesso aos conteúdos (Freitas, 2019, p. 205).A representação da informação em arquivos deslocados foi também o mote da investigação que permitiu perceber como as entidades arquivísticas têm representado os arquivos deslocados (Macedo et al., 2021, p. 635; 2022, p. 329), em que se evidencia que as entidades custodiantes podem operar a manipulação do conteúdo por motivos políticos e ideológicos no sentido de obscurecer a proveniência ou de descaracterizar a ordem original, empoderando-se por via de mecanismos adotados para o controlo, a gestão e a determinação de políticas de acesso, e a utilização da representação dos arquivos em instrumentos de acesso, principalmente em ambiente digital, para legitimar cânones arquivísticos institucionais.A dimensão da Descrição e Representação da Informação aborda, principalmente, as políticas e as orientações editoriais no âmbito de elementos constituintes da comunicação em revistas científicas, como são os títulos, os resumos e as palavras-chave (Fujita et al., 2018, p. 321; Terra et al., 2020, p. 532). As autoras apelam à necessidade de melhorar as regras e as recomendações para os autores em termos da qualidade intrínseca do produto documental, apesar de verificarem o uso de sumários em imagem ou vídeo como nova forma de disseminar o conteúdo dos artigos científicos. Outra investigação remete para as mais-valias das soluções de sistemas eletrónicos de descrição arquivística (Cunha & Freitas, 2021, p. 343), dado que favorecem a colaboração entre arquivos e a partilha de experiências técnicas e de uso da aplicação, elementos potenciadores da disseminação e uso generalizados.Outra dimensão remete para as Ontologias e Vocabulários Controlados, onde se apresentam as bibliotecas escolares como serviço de informação básico para todos os membros de uma comunidade educativa, centros de recursos para atividades de ensino-aprendizagem, devendo estar dotadas de serviços e fundos documentais que respondam às necessidades dos seus públicos no desenvolvimento de hábitos de leitura e procura de fontes de informação (Agustín-Lacruz et al., 2013, p. 701). Entre os instrumentos que estes serviços utilizam em Portugal, Espanha e Brasil, as autoras apresentam, para a dimensão em análise, o Thesaurus da Educação UNESCO-OIE (Oficina Internacional de Educação) e o Thesauro Europeu da Educação, e o Library of Congress Subject Heading.A produção do Plano de Classificação baseado na Macroestrutura Funcional da Administração Pública portuguesa, permitiu verificar a necessidade de desenvolvimento de uma ontologia, com recurso à WOL (Web Ontology Language), uma linguagem de representação do conhecimento, proposta pelo W3C como "norma" para codificar ontologias na perspetiva da Web semântica (C. G. da Silva, 2016, p. 290).No que respeita especificamente aos (SOC) utilizados nas organizações, procura-se também aferir a possibilidade da sua harmonização (Ferreira & Simões, 2017, p. 533) com o fim de facilitar a integração e a interoperabilidade semântica da informação, sem constranger os processos de trabalho e a dinâmica organizacional nos seus diferentes contextos, abordando, por exemplo, a ISO 25964 (2011; 2013), norma internacional para tesauros e interoperabilidade com outros vocabulários. As autoras revelam que as tendências indicam novas formas de organizar a informação nas Organizações, assentes em vários e diferentes SOC, mas sem deixar de atender, porém, à sua interoperabilidade. Ainda nesta linha, procura-se contrapor duas abordagens teórico-metodológicas, dedicadas à construção de tesauros e ontologias que abordam a modelagem de domínios, criando modelos semânticos baseados em conceitos, definições e relações semânticas (Torres et al., 2017, p. 841). Surge também uma proposta de utilização de SOC, como o caso das Ontologias, como forma de minimizar a lacuna semântica nos sistemas de indexação automática, como as bases de dados de publicações científicas (Simões, Machado, et al., 2018, p. 86). A abordagem ontológica surge como uma tentativa para ultrapassar as limitações da abordagem epistemológica, mais tradicional, no âmbito do desenvolvimento de SOC. Nessa linha, surge a comparação entre duas abordagens ontológicas: a Basic Formal Ontology (BFO), uma ontologia superior que faz a ponte entre ontologias de diferentes domínios, constituída em norma de intercâmbio de informação, ISO/IEC CD 21838-2, e; a Integrative Levels Classification (ILC), um sistema de organização do conhecimento facetado livre, que enumera diretamente os fenómenos, e em que a ordem das classes e subclasses principais se baseia na teoria dos níveis de realidade (Machado et al., 2020, p. 502). Os autores consideram que, nos dois sistemas, o uso de conceitos é instrumental, embora na ILC constituam a componente intersubjectiva dos fenómenos, enquanto na BFO servem para aceder às entidades da realidade, mas não fazem parte delas.Surge ainda um estudo que propõe um modelo de um vocabulário controlado referente à violência doméstica contra crianças e adolescentes, considerando as garantias literária, cultural e ética, e tomando como base as relações hierárquicas, associativas e de equivalência entre termos, descritas na ISO 25964 (Costa et al., 2021, p. 79).A dimensão com maior expressão neste eixo refere-se à Indexação. Aqui transparece o estudo sobre as bibliotecas escolares já anteriormente mencionado (Agustín-Lacruz et al., 2013, p. 701), que demonstra a utilização de linguagens documentais de carácter geral para indexar e classificar os conteúdos das bibliotecas escolares. As autoras avançam para o estudo das políticas de indexação em bibliotecas escolares brasileiras e portuguesas, considerando que as linguagens de indexação mais utilizadas em ambos os países são as classificações hierárquicas, que servem tanto para representar e organizar os conteúdos das coleções como para a ordenar fisicamente, enquanto as linguagens associativas ou combinatórias são menos utilizadas e as criações ou adaptações de linguagens existentes não são frequentes em nenhum dos países (Terra et al., 2015, p. 470, 2016, p. 279). A indexação também é inerente no já mencionado estudo sobre a harmoniza